PROJETO NOVOS OLHARES JAN-FEV/2021 3/6

Superfícies de Contato, Processos de Transmutação de Terrenos Residuais do BRT Transcarioca

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – UFRJ – Rio de Janeiro/RJ

Este trabalho repensa os vazios urbanos da BRT Transcarioca, propondo uma nova metodologia de projeto. Foram identificados 50 espaços, que foram analisados e classificados, sendo proposto um algoritmo que relaciona os parâmetros locais e urbanos para produzir soluções para cada terreno.

Análise do entorno e identificação de locais de atuação. Foram identificados 90 casos que foram agrupados de acordo com suas características (praças, sob infraestruturas, terrenos residuais, muros, estruturas ociosas, trevos e passarelas).

Nas últimas décadas, contamos com um desenvolvimento voraz em nossos municípios — muitas vezes condicionado pelo difícil gerenciamento público — como causa disso, surgem terrenos marginalizados pela sociedade que vem perdendo seu último resquício de perceptibilidade. Esses espaços, frequentemente esquecidos e designados como Vazios Urbanos (Solà-Morales) são considerados áreas disfuncionais e são carentes de propósito social.
Localizados, em sua grande parte, entre pontos críticos de infraestruturas salientes, os Vazios Urbanos são contrapostos às novas tecnologias, como traduz o objeto deste estudo: um recorte do BRT Transcarioca. Embora esta via de ônibus expresso colabore com a mobilidade do subúrbio carioca, ela também reorganiza a malha urbana da cidade, introduzindo novos desafios. Do recorte estudado, são selecionados cinquenta Vazios Urbanos. Como pode a tecnologia ajudar a resolver problemas causados por ela própria?
Este trabalho procurou abordar a premissa de que a tecnologia pode rediscutir a paisagem urbana, engendrando uma metodologia de desenvolvimento arquitetônico, que consiste em quatro etapas: identificação; classificação das áreas de atuação; geração de um algoritmo auto-aprimorado; e seleção dos resultados otimizados por meio de três critérios físicos.

Classificação do entorno de acordo com parâmetros baseados em uma “gramática visual” derivada do livro de Zaera-Polo (2003). Foram estipuladas 6 categorias e 16 subcategorias. Cada categoria correspondeu a uma variável urbana e foi utilizado um ícone para ilustrar cada subcategoria dessa variável.

 

Criação de um algoritmo que associa as propriedades do espaço à transformação geométrica para gerar soluções. Na imagem, operação de Transformação, em espaços públicos.

 

Operação de Adição, em espaços semipúblicos. Nesses processos, foi desenvolvido um método recursivo que pode ser aprimorado em ciclos, utilizando a programação visual (Grasshopper).

 

Operação de Subtração, em espaços semiprivados. Na última etapa é feita a avaliação e a seleção dos resultados através de 3 critérios físicos. Foram utilizados algoritmos genéticos, a partir de um processo interativo e cíclico facilitado pelo uso do plug-in Biomorpher.

Para mais detalhes, assista ao vídeo, clicando aqui.

Autora:

Isadora de Moura Tebaldi

Orientação:

Gonçalo Castro Henriques, Andrés Passaro

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