PROJETO NOVOS OLHARES JAN-FEV/2021 2/6

In vitro

Universidade Estadual de Campinas – Unicamp – Campinas/SP

O edifício In vitro serve como vitrine prática de um edifício do futuro, utilizando materiais inovadores, trazendo uma discussão importante: a crise mundial da produção de alimentos e os novos modos de vida ocasionados na quarentena, através de um complexo edifício de uso misto com fazenda vertical

O local escolhido para o projeto foi a Avenida Faria Lima, um dos principais centros econômicos e de inovações da cidade de São Paulo e um dos eixos futuros de estruturação urbana . A ideia é que o local seja como uma vitrine de um novo modo de morar que integre habitações, escritórios e cultivo.

Edifícios verticais são difíceis de se construir e também difíceis de se derrubar. Seus projetos devem refletir as questões humanas do futuro pelo legado que representam. Sustentabilidade, mudanças climáticas, agricultura. O pensamento arquitetônico deve ser o resultado desses fluxos.

A complexidade do programa sugere a ideia de um edifício que funciona tal qual um fragmento da cidade, quase como um organismo vivo que permeia todos os programas e confere ao edifício a ideia de biofilia.


Atualmente mais de 80% da terra cultivável do planeta já está em uso. As fazendas verticais mostram-se como uma alternativa eficiente ao produzirem 20 vezes mais que a agricultura tradicional, através de um maior controle da produção.
O programa multiuso apresenta escritórios, habitações, espaços de coworking (espaços de trabalho para residentes), comércio, restaurante e a fazenda vertical. A fazenda se impõe como a torre central no projeto, que funciona como uma estufa e se apresenta como uma vitrine. A ideia é que a produção da fazenda seja direcionada ao restaurante, à população residente e ao comércio, em parte agroecológico. Essas atitudes visam dar suporte e incentivo ao pequeno produtor e comerciantes locais.
Em tempos em que cada vez mais se discute questões como a autonomia do morar em uma era das pandemias, e também o adensamento, a produção de alimentos em áreas urbanas surge como uma alternativa que caminha em direção ao auto sustento.

A fazenda vertical possibilita um maior controle da produção com a otimização dos recursos (gastam menos água e energia), uso reduzido do solo, redução das distâncias de transporte do alimento e dispensa o uso de agrotóxicos. A produção projetada se utiliza da técnica de hidroponia.

Em relação a organização em planta, em duas das torres ocorrem concepções internas opostas de acordo com seus usos: a torre de habitação “pública” apresenta o núcleo preenchido por circulação vertical, enquanto a torre de escritórios “privada” apresenta um átrio central vazio.

 

A estrutura do edifício é mista de MLC, madeira laminada colada e concreto, o objetivo de utilizar esse material sustentável e inovador é racionalizar a construção através dos núcleos, na criação de um espaço flexível e acolhedor que integra confortavelmente as funções morar e trabalhar.

 

Autores:

Leonardo Botene da Silva

Mateus Paulichen

Orientação:

Maria Gabriela Caffarena Celani, Sávio Jobim

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