PROJETO NOVOS OLHARES NOV/2020 9/15

PARQUE ALBERTO SAMPAIO: (Re)descobrindo o Espaço Público na Região Central de Campos dos Goytacazes/RJ

Instituto Federal Fluminense – Campos dos Goytacazes/RJ

A proposta de requalificação do Parque Alberto Sampaio e da Ponte Leonel Brizola possibilitou a reflexão sobre os problemas advindos de intervenções sofridas em ambos os espaços públicos e apresenta soluções que consideram a pluralidade de usos para o retorno à vivacidade.

Planta de Consolidação do anteprojeto do Parque Alberto Sampaio integrado à Ponte Leonel Brizola

O Parque Alberto Sampaio e a Ponte Leonel Brizola, localizados no centro de Campos dos Goytacazes/RJ, têm sido alvos de intervenções e sofrido negligência por parte do poder público. Apesar dos problemas, o viaduto tornou-se polo da cultura urbana, assim, o centro tornou-se um espaço neutro para as práticas culturais e de protesto. Embora o parque seja adjacente à área do viaduto, a circulação entre eles é de extrema dificuldade devido à construção de
um estacionamento e quiosques. O projeto, assim, apresenta uma proposta de reabilitação do parque e integração deste com a área abaixo do viaduto. Para isso, foram delineadas diretrizes de intervenção para priorizar os pedestres, para que os espaços sejam seguros, estejam integrados e estabeleçam conexões harmônicas com o entorno, promovam o lazer, o esporte e a cultura, valorizem a paisagem, e contribuam para a qualidade de vida na cidade.

Foi realizada a abertura do Canal Campos-Macaé para em alguns trechos do parque e do viaduto, para que seja possível a limpeza e preservação deste, que é um patrimônio histórico tombado pelo INEPAC, além de ser um recurso para drenagem das águas pluviais da área.

 

Áreas para caminhadas, corridas e para atividades físicas foram muito requisitadas. Por isso, foram implantados: uma academia a céu aberto; largas calçadas, possibilitando assim a corrida e o passeio; e ciclovia em toda extensão do parque.

A concepção de Modernidade Líquida foi definida como conceito em razão da crítica de Bauman (2001), em sua análise para o período e para o fenômeno que atinge também a área de estudo. Acredita-se que o trabalho possibilita uma reflexão sobre os problemas advindos das intervenções feitas na área e apresenta soluções que consideram a pluralidade de usos para o retorno à vivacidade do espaço.

A área para as batalhas de rima e eventos culturais foi disposta logo após o parque, com dois banheiros acessíveis e palco para eventos pontuais. O espaço conta com mesas de apoio para os DJ’s residentes, tomadas e aparatos de som, além dos grafites já existentes, formando uma galeria a céu aberto.

 

Na Ponte, foram realocados os 8 quiosques nas laterais do espaço, desobstruindo a visão central, que leva até o rio, possibilitando a vista para a paisagem natural, além de permitir a abertura do canal em três trechos e facilitar o acesso a todas as áreas.

Autora:

Carla Aparecida da Silva Ribeiro

Orientação:

Aline Couto da Costa

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