PROJETO NOVOS OLHARES NOV/2020 6/15

Imersões Urbanas: Ensaios sobre as dinâmicas da metrópole

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie – São Paulo/SP

As dinâmicas metropolitanas do percorrer são intensificadas no Centro Velho de São Paulo, onde três ensaios projetuais buscam ressignificar o espaço público através do olhar e dos fluxos ditados pelo pedestre; redesenha-se a paisagem urbana, atuando sobre o térreo, subsolo e alguns andares ociosos.

Perspectiva isométrica da incisão projetual proposta na Rua Quinze de Novembro. Em laranja, plataformas de acesso; em azul, passarela de ligação entre elas e espaços públicos inaugurais. Mapa do perímetro e pontos de atuação, além dos croquis sobre o processo de estudo dos fluxos metropolitanos.

Decidir atuar sobre a metrópole, é decidir atuar sobre suas dinâmicas. Buscou-se interpretar os fluxos e movimentos metropolitanos como território poético de intervenção, e assim, debruçou-se sobre o Centro Velho da Cidade de São Paulo, com o desejo de agir sobre duas características latentes dessa região: dinâmica e espaço. Assumiu-se como partido projetual, a potência e o protagonismo do pedestre ao percorrer os calçadões da cidade, buscando ressignificar o espaço público, através de três ações arquitetônicas pontuais e do caminhar entre elas. O desejo principal, é somar espaços democráticos, incentivando o sentimento de pertencimento e de lugar.

Planta térrea da proposta da Rua Quinze de Novembro, indicando em azul, as plataformas de acesso ao subsolo, periscópio central e praça de acesso na Ladeira General Carneiro. Destaca-se, o desejo de pouco alterar o fluxo existente, apenas sinalizando no térreo, a existência de um espaço subterrâneo.

A incisão proposta na Rua Quinze de Novembro e na Ladeira General Carneiro assume o subsolo como nova possibilidade de percurso e espaço. As duas caixas móveis de vidro propostas para a Praça Antônio Prado alternam-se entre espaço térreo e espaço subterrâneo, interagindo com o caminhar e pausar do andarilho. Por último, atua-se nas fachadas dos andares ociosos do Edifício Triângulo, buscando reativá-lo como objeto de referência ao reintegrá-lo visualmente ao percurso das ruas centrais da cidade. Elementos translúcidos projetam-se sobre o térreo, transformando, não apenas o pavimento, mas também a fachada, em espaço público.

Corte da praça de acesso na Ladeira General Carneiro. Portão aberto, convida a cidade a adentrar o subsolo. Fechado, ocorrem atividades distintas. A perspectiva interna da praça, indica a cidade como novo ponto focal. O corte longitudinal, demonstra a potência do espaço subterrâneo como público.

Proposta de duas estruturas móveis na Praça Antônio Prado. Em planta, estão elevadas e abertas, construindo um novo espaço. O corte longitudinal, mostra a totalidade do espaço no térreo e subsolo. Os cortes transversais indicam as possibilidades de uso e a relação com os objetos pré-existentes.

 

Corte do Edifício Triângulo. Em azul, andares ociosos de intervenção. Atuando nos elementos da fachada, atua-se no espaço público visual. Em detalhe, caixas móveis que projetam-se no térreo, ampliando o espaço e tornando-se também, espaço coletivo. Mapa do perímetro e conexão das propostas em rede.

Autora:

Laura Cardone

Orientação:

Angelo Cecco, Daniel Corsi

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